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20 de dez de 2010

Resenha: 2001: Uma Odisséia no Espaço

Nome do filme: 2001: Uma Odisséia no Espaço
Original: 2001: A Space Odyssey
Diretor: Stanley Kubrick
Duração:  139 minutos
Sinopse: Desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.
Resenhado por: Ciel

Resenha: 2001. Mais que um filme; uma obra de arte. Chegou aos cinemas em 1968 e, desde em então, não parou de maravilhar milhões de pessoas. Com grandes cenas como uma morte que me foi tão fria, perturbadora e, ainda assim, sem significado nenhum para alguns dos que já assistiram esta obra cinematográfica, fez muitos se perguntarem sobre nossas éticas e morais. Efeitos especiais que deixaram a população não só do Reino Unido de queixo caído, mas de todo o mundo, fazendo até com que muitos dissessem que o pouso real na Lua, alguns anos depois, fora forjado por Stanley Kubrick num set. 
Começando com um bando de primatas na primeira parte que é chamada de "Aurora do Homem", tudo o que vemos aqui são rochas e - claro - os antes mencionados em seu dia-a-dia. Isto é, até a chegada do monolito. Só é possível ouvir coisas ininteligíveis, mas é claro! O primeiro diálogo do filme aparece por volta dos vinte e cinco minutos, quando chegamos ao espaço. E, novamente, devo comentar sobre a genialidade de Kubrick e Arthur C. Clarke, com quem o diretor co-escreveu a história. Mas, tudo, é claro, gira em torno de um grande monolito encontrado na superfície de uma das luas de Júpiter, Japetus. Um monolito é, em si, um grande retângulo preto em pé. O que ele faz? Isso fica para você descobrir e eu passar a outro tópico. Como, por exemplo, HAL 9000, o computar - ou A.I. - da Discovery, nave que está levando os tripulantes para Japetus, para saber do objeto. Hal é o único personagem que, em todos esses anos, ainda consegue me dar medo. Sua voz, calma e suave, é de dar arrepios. Além do que, ele controla quase a nave inteira. E a maravilhosa trilha sonora que todos devem reconhecer - sim, aquela - aparece de tempos em tempos. Um verdadeiro clássico.
Com um final tão esplêndido que, ao acabar, fiquei sete minutos até finalmente decifrá-lo, adicionando o tempo dos créditos, é claro. Esse é um filme não só excepcional como, também, filosófico. Um filme sobre nós, seres humanos; sobre como chegamos aqui e, por fim, o que nos motivou a avançar. Mas não, os tópicos não param por aí, há muito mais além disso, como a destruição de uma ogiva nuclear, o descobrimento de armas por parte dos primeiros habitantes do planeta e assim vai.
Vale à pena? Sim. Mas esta, infelizmente, se provou não ser uma obra para qualquer um, já que é preciso ter paciência o suficiente para assisti-la e, finalmente, entendê-la. 
Por fim, 2001: Uma Odisséia no Espaço é um maravilhoso filme de um brilhante diretor.


Trailer:



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