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31 de jan de 2012

[Resenha] A Mediadora (6 livros)


A Mediadora é uma de minhas séries literárias favoritas, depois de Harry Potter. Mas não é para menos! Suzannah é uma comédia, e Jesse uma gracinha. Neste post, uma resenha sêxtupla te dá motivos de sobra para ler os seis volumes desta série perfeita! Garanto que, depois de A Mediadora, você nunca mais irá pensar em fantasmas da mesma maneira!


Lembro-me muito bem da primeira vez que li essa série literária maravilhosa. Já fazem alguns anos, e de lá para cá já reli uma vez, e agora estou relendo de novo para resenhar.

Suzannah Simon muda-se de Nova Iorque para a Califórnia, porque sua mãe casara-se novamente. Ela vai morar com Andy, seu padrasto, e seus três filhos, os quais ela apelidou de Mestre, Dunga e Soneca. Ela logo se impressiona com a diferença entre Califórnia e seu antigo estado, mas nada a deixou mais incomodada que saber que a casa onde iria morar era antiga, assim como a escola. Ela não gosta de prédio antigos. Isso porque é uma Mediadora - pode ver fantasmas, tocar neles, falar com eles, e sua função é mandá-los para onde devem ir - e ela evita esbarrar em fantasmas.
Logo de cara, encontra um fantasma de um homem muito charmoso em seu quarto. Jesse, como mais tarde viria a saber. Ela é bastante rude com ele, diz que ele não pode ficar ali, enquanto o pobre fantasma só quer conversar com ela, numa boa.
Enfim, Jesse, cavalheiro como é, deixou o quarto de Suzannah. Ela aos poucos foi se adaptando, foi à praia (coisa que não tinha em Nova York) e logo foi conhecer a escola. Pareceu gostar do diretor (Padre Dominic; é uma escola católica) e, quando foi procurar seu armário, deu de cara com o fantasma de uma menina que não parecia nada agradável, e o Padre Dominic percebeu que, como ele, Suzannah era mediadora.
Após a explicação inicial de do padre sobre mediação, a primeira atitude de Suzannah é esmurrar Heather, a garota-fantasma, por tê-la xingado. Padre Dominic fica meio... surpreso com essa atitude da garota. E como se bater num fantasma não fosse o bastante, ela chega na sala e já discute com uma garota. Não bem discutir... mas com certeza causou um pouco de espanto na sala. Não só por isso, mas por evitar o lugar em que Heather se sentava na sala e sentar ao lado da "esquisita", a albina, Cee Cee. Logo Suzannah descobre que Heather se matou por causa do namorado, Bryce, que havia rompido com ela.
Heather passa a perseguir o ex, pois o quer morto, junto dela. É uma garota-fantasma perturbada e explosiva. Logo no primeiro dia de aula de Suzannah, ela ataca Bryce e quase o mata. Se não fosse por Suzannah... Aí, ela vai na escola no meio da madrugada para conversar com Heather, que não quer papo, e quase tira a vida de Suzannah. Jesse é quem a salva. E no dia seguinte, a mesma coisa. Só que aí foi o Padre Dom quem salvou Bryce quando Heather atacou, e ambos se machucaram e foram internados. Durante a madrugada, Suzannah exorciza Heather, que não deixa barato e machuca a outra antes de partir de vez. Mais uma vez, à sua maneira, Jesse a salva.
Logo no fim, numa conversa entre Suzannah e Jesse há aquela impressão de que eles estão se gostando... e que vai rolar alguma coisa, mas oi? A mãe de Suzannah atrapalha!



O arcano nove começa com Suzannah com as mãos cheias de erupções nas mãos por causa de sumagre venenoso, que, como ela fala, ninguém lhe avisou - mas das palmeiras, ah, com certeza. Conseguiu essa reação alérgica depois de ir conferir se seu meio-irmão Brad (ou Dunga, como ela gosta de chamá-lo; referência a um dos sete anões da Branca de Neve) estava se agarrando com Debbie às escondidas numa festa que ele não podia ir. Acabou caindo sobre a planta e aí conseguiu a erupção. Dançara com um garoto bonito, Tad Beaumont...
E no dia de aula, ela teve de ir ver Padre Dom, para ter noções básicas das melhores formas de se mediar - sabe, aquilo de não sair por aqui socando nem chutando as pobres almas que vagam perdidas pela Terra. 
Ela não contara a ele ainda sobre Jesse (o fantasma "gracinha" que morava em seu quarto). Temia o que ele poderia dizer quando descobrisse (afinal, como ela diz no livro, Dom é um padre, e, céus, ela dividia o quarto com o homem que só ela e o padre podiam ver...
Não era nada bom.
Tudo ia bem... até uma senhora muito histérica acordá-la no meio da madrugada. Ou melhor dizendo, o fantasma dessa senhora.
Convenhamos. Ser acordado no meio da noite é péssimo. Por uma senhora histérica berrando nos ouvidos...
Impossível de se manter a calma.
Suzannah não foi muito boa com ela. Não pegou as informações que precisava; nem perguntou o nome da defunta. Jesse ralhou com ela por isso.
E aí é onde começa o problema. 
Com um apelido (Red) e uma mensagem (Diga a ele que não foi culpa dele. Ele não me matou.), Suzannah parte para a pesquisa. Descobre coisas estranhíssimas e uma ligação com o menino com quem dançara, Tad. Faz uma visita à casa dos Beaumont, e descobre que entregar a mensagem da defunta é mais complicado do que imaginara. E essa visita torna os dias de Suzannah ainda mais complicados.
Ela aprende a lição com os apertos que passou. Aos poucos seu jeito durão com os fantasmas vai se tornando mais ameno. 
Um breve romance, descoberta de uma assassino e seu jeito erroneo de mediar preenchem a história desse segundo volume. Ainda mais emocionante que "A terra das sombras", O arcano nove é cheio de suspresas aos leitores. Você não pode deixar de conferir!


Um verão na praia de Carmel, com Gina, sua melhor e única amiga de Nova York... Completamente relaxante e normal... 
Isto, é claro, só nos sonhos de nossa Mediadora.
Não é por falta de tentar. Suze realmente tentava. Mas a simples ação de ir com a amiga comprar uma Coca a fez esbarrar em 4 fantasmas - que estavam tentando roubar cerveja. Então que saída tem ela, se não ir ao trabalho?
Mais tarde ela acaba por descobrir que os quatro fantasmas - dois casais em roupas de formatura) são os Anjos da RLS - era assim que o jornais os chamavam - e que eles tinham morrido num trágico acidente de carro. Descobriu que mais um envolvido, que conseguiu sobreviver, era Michael Medduci, que estudava em sua escola e era de sua turma. Mas a coisa toda se mostra mais complicada. As vítimas pareciam culpar o jovem que sobrevivera...
E isso torna a mediação bem mais difícil.
O fato é que, se os fantasmas culpam Medduci e estão vagando pela terra... eles querem vingança. E buscam isso de todas as maneiras possíveis. Suze acaba por se ver obrigada a deixar o garoto ficar por perto, para poder protegê-lo, e depois começa a ação. Ela, Padre D e Jesse vão investigar.
E por falar em Jesse... Suzannah mal consegue esconder seus sentimentos por ele. Também, pudera! Jesse é uma graça, e, céus, quem não se sente pelo menos abalada por um perfeito cavalheiro do século XIX?
Depois de tanto tempo, Suzannah finalmente se abre um pouco com Gina. Não conta tudo, mas explica o que ela já sabia. O que foi inevitável, já que uma cartomante disse a elas que Suzannah era um mediadora e que só teria um amor em toda a sua vida.
Muita coisa rola. Medduci é culpado? Ou fora só um acidente? 
Reunião está cheio de surpresas.


A Hora Mais Sombria é incrível. Quero dizer, a série toda é, mas esse livro. Uau, eu me divirto, me desespero, sofro, me alegro com ele. É divino! 
Suze vai passar o verão trabalhando de babá num hotel. Ganha bem, é verdade, mas foi porque a regra era: ou teria aulas extras durante o período, ou trabalharia. Optou pela última opção e, com a ajuda de Soneca (ou Jake), ela começa a trabalhar.
Lá, ela descobre um mediador. Ele tem 8 anos e sérios problemas com gente morta. Suze dá algumas lições a ele.
Seu padrasto estava instalando uma piscina nos fundos da casa, e a agitação de cavar despertou dois fantasmas adormecidos: os assassinos de Jess - vocês sabem, o fantasma gracinha do quarto dela. Maria a ameaça, e isso atiça a curiosidade da garota para o que estava enterrado lá. E ela fazia uma boa ideia do que era.

Também tem Paul, irmão do mediador de 8 anos (Jack). Um cara lindo, que queria sair com Suze. Mas, e ela? Totalmente apaixonada pelo fantasma em seu quarto. Sem chances para Paul - ainda mais depois que ela passa a conhecê-lo melhor, passa a saber as coisas que ele fez.
E a situação só vai se embolando cada vez mais. E isso torna a trama ainda mais atraente. Se eu contar mais, estrago, mas creio que tenha dado motivos suficientes para ler essa continuação!


Assombrado é cheio de surpresas. Suzannah, ainda traumatizada com o comportamento de Paul durante o verão, tinha pesadelos todas as noites. Apesar de tudo, ela ainda consegue lidar muito bem com o estresse que Paul a fazia sentir; muita gente sucumbiria.
Mas não era só medo e estresse que Paul fazia sentir. Ele despertava o desejo nela.
Também, pudera! Paul é um cara atraente, lindo e perigoso. Até parece que uma adolescente não se sentiria atraída pelo cara.
E, para completar, ele se mudara para Carmel e estudaria junto com Suze.
Mas não é como se Suzannah fosse passar a gostar dele. Todos sabemos que o amor da vida dela é Jesse. E, bem, a relação entre os dois não é das mais fáceis.
Nem tudo é Jesse e Paul na vida dela. Claro que não! Ainda tem toda a coisa de ser mediador, o que significa que além de ter as mãos cheias com isso, ainda tinha que ajudar mais uma pobre alma a encontrar seu caminho. Inegavelmente, as coisas iam piorando cada vez mais para Suzannah. Paul era como uma maldição em sua vida - assim como seu dom -, e ela só se via mais e mais complicada. Uma atração por Paul, um cara que devia odiar, e gelo do seu amor, Jesse, que desde o primeiro e único beijo entre eles, evita Suze mais que tudo. 
E, com o fim desse livro sabemos de algumas coisas. Jesse ama Suzannah, e se a evitou foi por tê-la desrespeitado ao beijá-la (que fofo! QUEM, hoje em dia, pensaria que um beijo é falta de respeito? Pouca coisa é falta de respeito atualmente...) e que Paul parece obstinado em conquistá-la... Não importa o que tenha que fazer para isso.


Crepúsculo! O último. Este é o meu favorito. Deus, esse livro é maravilhoso. É onde tudo finalmente tem um sentido. Afinal, a grande questão que atormenta quem quer que leia essa série, como Suzannah pode manter um relacionamento com Jesse, quando ele não está vivo? Não há mais como deixar isso de lado. Nesse livro, sabemos como e se é possível os dois ficarem juntos.
Suze descobre outras habilidades as quais jamais imaginara ter. Ela achava que ser mediadora era só ter a capacidade de ver, falar e tocar em fantasmas, mas era mais que isso, e agora ela finalmente descobre. Achei isso brilhante. O jeito como isso foi abordado é sem dúvidas ótimo.
E tem Paul e seu interesse por Suzannah. Adorei o jeito como as coisas acabaram entre eles. Paul sempre achou que ele era o cara perfeito para Suze, mas nesse livro... Ele cai na real. Paul é bonito e tem tudo para ser um ótimo cara.
Mas não é. É ele o responsável pelo quase fim do romance de Suzannah e Jesse. Ele passou pertíssimo de destruir tudo, mas, felizmente não conseguiu!
Em Crepúsculo, a conclusão dessa história é maravilhosa. Eu adorei o modo como o livro terminou, e acho que não podia pedir que fosse diferente. Afinal (assim como o propósito do pai dela de ficar vagando pela terra como fantasma), o propósito da historia, acredito eu, era Suzannah encontrar a felicidade... E ela definitivamente encontrou no fim deste livro.
Eu não podia ter gostado mais.
É isso. Poxa, escrevi muito! O maior post, sem dúvidas! Hahah.

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